Bebês causam ciúmes em bichos de estimação
Quando um bebê chega à casa, muda toda a rotina e quem mais sente é o animal, que sempre foi o centro de atenções e viveu rodeados de mimos. Menos atenção, mudanças de horários e novas atividades fazem o cão e o gato ficarem com ciúmes, depressivos e até pararem de comer. Para os bichos, é difícil dividir a atenção dos donos. De acordo com a Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais, nessas situações, as pessoas devem manter as atividades normais, como brincar ou passear. A proibição do animal entrar no quarto do bebê ou no ambiente em que ele esteja é um erro. Ele precisa aprender a conviver com a novidade.
É necessário fazer uma restrição seletiva, mas não impedir o acesso. A aproximação dos dois é importante para que o animal perceba que não perdeu seu espaço, está apenas dividindo com mais uma pessoa. Apesar de tudo, é comum que os bichos se sintam assim por sua característica de proteção territorial. Por isso, o contato entre eles precisa ser trabalhado. O ideal é que os donos conversem com os bichos e expliquem as mudanças. Os animais percebem o que os donos querem dizer. Inicialmente, os cachorros podem estranhar a presença da criança, mas, se puderem participar, vão adotar o bebê e protegê-lo como se fosse um filhote.
Não se assuste com algumas variações de comportamento. Isso acontece de acordo com o sexo e a idade do animal. O filhote está mais aberto a mudanças. Um cachorro adulto tem seu ritmo estabelecido, e o idoso, acima de nove anos, tem mais dificuldade
de se relacionar porque tem manias e dores decorrentes da idade, o que o torna mais rabugento. As fêmeas respeitam mais os filhotes. Já os machos têm características territoriais, eles determinam seu espaço e reagem quando se sentem ameaçados.
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