Cuidado: a bulimia ou a anorexia já podem estar em sua casa
Edição Agosto de 2008

Estudos da UFSC mostram que os adolescentes que sofrem transtornos de comportamento alimentar são, em sua maioria, mulheres. O padrão de beleza imposto socialmente influencia demais o estilo de vida. Ao relacionar magreza à beleza e ao sucesso, muitas vezes é dada a largada para a permanente e doentia busca do emagrecer a qualquer custo. Assim, com o tempo, surgem os quadros de anorexia nervosa ou de bulimia nervosa.

A primeira é caracterizada pela perda de peso intensa à custa de dietas rigorosas, busca sem limite pela magreza, distorção da imagem corporal e alterações do ciclo menstrual. Mesmo com o peso ideal à altura, há mulheres que se sentem sempre obesas. Só de pensar em engordar, ficam desesperadas. A obsessão por exercícios físicos acelera a perda de peso e várias chegam a ser internadas devido ao risco de óbito pelo emagrecimento exagerado.

A bulimia, diferentemente da anorexia, caracteriza-se por uma grande, rápida e incontrolável ingestão de alimentos, e do quase imediato arrependimento. “Depois que comem, os portadores usam métodos compensatórios para o controle de peso como: vômitos auto-induzidos, medicamentos como laxantes, diuréticos, inibidores de apetites, dietas e atividades físicas”, comenta a nutricionista Gabrielle Carassini Costa, do Ganep Nutrição Humana. “O bulímico não perde tanto peso como o anoréxico, dificultando identificar o problema”. São diversas as conseqüências para quem sofre de anorexia ou bulimia.

Para os anoréxicos, a anemia, distúrbios hidroeletrolíticos, bradicardia, insuficência cárdica, edema, cálculo renal, pele seca, queda de cabelo, amenorréia, distúrbios hormonais, pancreatite, obstipação intestinal estão na lista de riscos. Já os bulímicos sofrem com erosão no esmalte dentário - devido aos vômitos, cáries, gastrite, esofagite, erosões gastroesofágicas, obstipação, desitratação, irregularidade menstrual, hipertrofia de glândulas paróticas - devido aos vômitos também.

Os pais devem ficar atentos aos comportamentos dos filhos que possam apontar para uma dessas disfunções alimentares. “Quanto mais cedo tais sintomas forem percebidos pelos pais ou educadores, mais rápido deve se procurar auxílio”, alerta Gabrielle. Pessoas que sofrem desses transtornos são, em grande parte, depressivas e devem ter cuidados redobrados.

Para tratar o problema é preciso buscar ajuda de especialistas com atendimento psiquiátrico, psicológico e nutricional que analisará o caso, para dar início ao tratamento. “Em ambas patologias o tratamento deve ser executado sempre por uma equipe multidisciplinar, visto que o aparecimento destes transtornos se deve a distintos fatores”, pondera a nutricionista.

 

Empregos Manager Online