Lendas fazem aniversário
Edição Julho de 2008

 

No dia 22 de agosto, comemoramos o Dia do Folclore e podemos celebrar mesmo já que o folclore brasileiro é um dos mais ricos do mundo. A nossa cultura teve influência dos índios, portugueses e africanos. Posteriormente, os italianos e
japoneses também deram sua contribuição. Dessa forma, os principais personagens têm origem indígena ou européia. Você já deve ter ouvido falar de algumas dessas figuras folclóricas, mas aqui vamos contar um pouco sobre as principais. Vamos lá?

Vamos começar pelo Boitatá. Ele é o protetor dos campos. Aparece sob a forma de enorme serpente de fogo, que mata quem destrói as florestas. O padre José Anchieta foi a primeira pessoa a citar o Boitatá como personagem de mito indígena. Isso aconteceu em 1560.

Já o Boto é um mito amazônico. Diz a lenda que ele é o pai das crianças abandonadas. É um rapaz bonito, bem-vestido, boêmio e ótimo dançarino. Nos bailes, encanta as moças, as leva para igarapés do Amazonas e as engravida. Antes da madrugada, mergulha no rio e se transforma em boto.

O caipora, segundo a mitologia tupi, é um personagem das florestas que atrapalha os negócios de quem o vê. Em algumas regiões, acredita-se que ele seja um índio de pele escura. Em outras, uma índia feroz. Pode ser descrito também como criança de uma perna só e de cabeça grande.

Uma bruxa de origem européia é a principal influência da lenda da Cuca. Ela é conhecida como uma velha feia que ameaça as crianças desobedientes, principalmente as que não querem dormir à noite.

Os pés às avessas, calcanhar para frente e dedos para trás, é a marca do anão conhecido como Curupira. Seu rastro engana os caçadores inescrupulosos, fazendo com que eles se percam na floresta. Quando se fala na Iara, já se lembra daquela sereia bonita, mulher da cintura para cima, peixe da cintura para baixo, canto irresistível aos ouvidos dos homens, que os atrais para a profundidade das águas, onde mora.

Essa próxima personagem coloca medo em qualquer um. O lobisomem é um homem aparentemente comum, que vive e trabalha como os demais da comunidade. Porém, nas noites de lua cheia, se transforma em um lobo, ou um homem com cabeça de lobo, que mata quem cruz seu caminho. Antes do dia nascer, ele volta a ser homem.

Há outra lenda que diz que a mulher que tem relações sexuais com padres ou compadres se transforma em uma mula-sem-cabeça. A metamorfose se dá nas noites de sexta-feira, quando o galope da mula-sem-cabeça assombra pessoas da comunidade.

Para encerrar, o famoso saci-pererê é inofensivo. Negrinho de uma perna só, fuma cachimbo e cobre a cabeça com uma carapuça vermelha. Se diverte assustando gado no pasto, dando nó em rabo de cavalo e criando dificuldades domésticas para as donas de casa. É conhecido pelas suas travessuras.

 

 

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