Não Fumantes são prejudicados pelo cigarro

Edição Março de 2009

A concentração de monóxido de carbono, poluente do cigarro, em pessoas que não fumam é alta e atinge mais de um terço dos moradores da cidade de São Paulo, de acordo com o Cratod - Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras Drogas, da Secretaria Estadual de Saúde.

Em 2008, a Secretaria fez o levantamento e ouviu 1310 não-fumantes em locais fechados e abertos. Os participantes responderam a um questionário específico e fizeram o teste do monoxímetro, responsável por medir a concentração de monóxido de carbono no organismo.

Segundo o Cratod, o nível do poluente em não-fumantes deve variar entre zero e seis partes por milhão (PPM).

Nos fumantes leves, a concentração é varia de 6,1 a 10ppm. No caso dos moderados, o nível fica entre 10,1 e 20 ppm. Já nos fumantes pesados, a concentração varia entre 20,1 e 60 ppm. Do total de avaliados, 18,32% tiveram resultado compatível com a concentração em fumantes leves, 15,27% dos testes apontaram resultados similares aos de fumantes moderados, e 2,29% indicaram níveis compatíveis com fumantes pesados. Os 64,12% restantes apresentaram níveis
normais.

Isso acontece porque, ao inalar a fumaça do cigarro, o fumante passivo joga o poluente para o pulmão, e é absorvido, caindo na corrente sanguínea. Dessa forma, ele se liga às moléculas de hemoglobina (responsáveis por transportar o oxigênio) e ocupa as áreas de ligação com o oxigênio. Isso pode representar grandes riscos à saúde desse fumante passivo, já que, com o tempo, o sangue perde a capacidade de transportar oxigênio. Dessa deficiência podem surgir diversos problemas cardiovasculares graves.

 

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