Ingestão de fibras reduz mal estar e incômodo com prisão de ventre durante gravidez
Mais de 30% das gestantes sofrem com a prisão de ventre, principalmente nos primeiros meses de gravidez. Amenizar o problema não é tão difícil quanto parece, e as fibras alimentares podem ser aliadas nessa fase tão importante da vida da mulher.
Entre os diversos fatores que contribuem para a prisão de ventre, estão os fatores mecânicos, como o crescimento do útero e o aumento do hormônio lactogênio placentário, a relaxina - que relaxa a musculatura do intestino deixando-o mais lento. “Devido a essas mudanças, a mulher sente mal-estar e inchaço.
A ação deste hormônio aumenta a absorção de água no intestino grosso, no cólon, aumentando o ressecamento das fezes. Além disso, as gestantes devem seguir a recomendação médica de parar ou diminuir a atividade física nos três primeiros meses e as náuseas e vômitos podem dificultar uma dieta adequada, fatores que colaboram para a prisão de ventre”, explica a endocrinologista Alessandra Rascovski, médica do Hospital Albert Einstein. Melhorar esse desconforto é possível.
Para isso, é preciso seguir três regras básicas cas para o bom funcionamento do intestino: movimentação, alimentação e hidratação. “Depois do terceiro mês, a gestante já pode fazer mais exercícios, mas a quantidade e intensidade depende do que ela praticava antes da gravidez.
As náuseas e enjôos melhoram, o que possibilita uma alimentação mais correta e, consequentemente, o aumento do movimento intestinal. As fibras e a água exercem um papel muito importante em todas as etapas, porque regulam o funcionamento intestinal e hidratam as fezes”, diz Dra. Alessandra. Cuidar da alimentação durante toda a gravidez é mais do que importante. Uma dieta rica em fibras pode prevenir colesterol, diabetes, hemorróidas e o câncer de intestino. De acordo com o estudo Public Health Nutrition, publicado em 2009 pela Universidade do Rio Grande do Sul, uma dieta com poucas fibras, por volta de 20g, contribui para o desenvolvimento do diabetes gestacional.
Ao ingerir a quantidade ideal, que é de 25 a 35g diárias, recomendada pela agência reguladora americana Recommended Dietary Allowance (RDA), constata-se uma diminuição de 26% do risco dessa doença. Porém, ainda segundo a pesquisa, metade das mulheres grávidas falham ao seguir as recomendações de ingestão de fibras. “Uma atenção especial deve ser dada a esse tema, considerando que os brasileiros ingerem, diariamente, uma média de 10 a 12 gramas de fibras, quantidade que está abaixo da recomendada”, conclui a médica.
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