Vida hipertensa de jovens brasileiros aumentará nos próximos anos

Edição Fevereiro de 2010

A expectativa de vida dos brasileiros aumentou, mas cresceu com ela a incidência de casos de hipertensão em jovens.

Ou seja, as pessoas vivem mais, mas convivem por um tempo maior com a doença.. Atualmente, o brasileiro passa 24 anos com pressão alta, número que pode chegar a 35 em 2030, segundo artigo “Vida Hipertensa”, publicado em 2009 na Revista Brasileira de Clínica Médica.

Dados recentes divulgados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) apontam que uma em cada quatro pessoas no país apresenta esse fator de risco.

O índice não é preocupante apenas no Brasil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2025 haverá 1..56 bilhões de adultos diagnosticados no mundo todo – nos dias de hoje são 970 milhões. Essa tendência mostra que a “vida hipertensa” dos brasileiros aumentará nos próximos anos. E a hipertensão, se não tratada, pode causar prejuízos fatais a órgãos vitais, como coração, olhos, cérebro e rins. Isso quer dizer que, cada vez mais, as pessoas apresentarão problemas cardiovasculares mais cedo.

Portanto, é essencial trabalhar na prevenção e controle desse fator de risco. A mudança de hábitos e a realização de visitas periódicas ao médico especialista são formas de prevenir os eventos cardiovasculares com sucesso. Entre as novas maneiras que estão sendo estudadas para se evitar os efeitos da “vida hipertensa” está o acompanhamento de biomarcadores, que serão, cada vez mais, importantes indicadores de riscos cardíacos.

Além da avaliação da pressão alta, a excreção de albumina (proteína presente no plasma do sangue) por meio da urina, por exemplo, já é apontada por alguns estudos como um fator de risco mais significativo do que o tabagismo. Avaliá-la por meio de um exame simples é mais uma forma de manter o paciente protegido.

 

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